A Diocese

História da Diocese de Joinville da Igreja Católica Apostólica Brasileira

Criada em 18 de julho de 1988, a Diocese de Joinville da Igreja Católica
Apostólica Brasileira (ICAB) nasceu para atender ao crescimento das
comunidades da ICAB no norte de Santa Catarina, consolidando uma presença
eclesial sólida e organizada na região. Sua instituição representou um passo
significativo na expansão da Igreja e no fortalecimento de sua missão pastoral.

Processos Institucionais

Ao longo de sua história, a Diocese passou por importantes reestruturações.
Uma delas foi a junção administrativa com a Diocese de Lages, realizada em
período posterior à criação, com o objetivo de unificar esforços pastorais e
fortalecer a atuação da ICAB no estado. Com o amadurecimento
organizacional e o desenvolvimento das comunidades locais, essa união foi
desfeita, resultando no desmembramento e na retomada da plena autonomia
administrativa da Diocese de Joinville.

Sucessão Episcopal

Desde sua criação, a Diocese de Joinville já contou com três Bispos
Diocesanos, que exerceram o pastoreio e o governo eclesial de forma dedicada
ao serviço do povo de Deus. Cada episcopado contribuiu para o crescimento
das comunidades, para a organização das paróquias e para a consolidação da
identidade e missionariedade da Igreja Católica Apostólica Brasileira na região.

Período Atual

O momento mais recente da história diocesana é marcado pelo falecimento de
seu último bispo, Dom André Luiz Brandolff, ocorrido em 19 de maio de 2021.
Desde então, a Diocese encontra-se vacante, sendo conduzida por um
Administrador Diocesano, que garante a continuidade da vida pastoral,
administrativa e sacramental da Diocese até a eleição de um novo Bispo
Diocesano conforme as normas e tradições da Igreja.

As primeiras sagrações episcopais e a consolidação da ICAB

Em 15 de agosto de 1945, ainda antes de receber oficialmente a bula de
excomunhão, Dom Carlos sagrou seu primeiro bispo:
Dom Salomão Barbosa Ferraz, da Igreja Católica Livre.
Posteriormente, consagrou outros sete bispos, estabelecendo as bases da
estrutura episcopal da ICAB. Essas sagrações possibilitaram a perpetuação da
Sucessão Apostólica fora da jurisdição romana, embora tenham levado à
excomunhão automática segundo o Código de Direito Canônico.
Em 1949, o governo Dutra tentou restringir a atuação da ICAB, mas o
Supremo Tribunal Federal garantiu sua plena liberdade religiosa,
assegurando sua legitimidade jurídica no país.

Dom Salomão Ferraz e a Ordem de Santo André

Dom Salomão, embora tenha sido o primeiro bispo sagrado por Dom Carlos,
teve trajetória singular:

  • Fundou em 1928 a Venerável Ordem Católica de Santo André Apóstolo, que admitia padres celibatários e casados;
  • Em 1959, reconciliou-se com Roma e foi aceito como bispo pela Igreja Católica Apostólica Romana;
  • Participou do Concílio Vaticano II;
  • Foi nomeado Bispo Titular de Eleutherna e Bispo Auxiliar de São Paulo;
  • Faleceu em 1969, plenamente integrado à Igreja Romana.

A Ordem de Santo André nunca fez parte da ICAB. Ela permaneceu ligada ao
legado de Dom Salomão e continuou existindo sob orientação própria. Em
2005, o Papa Bento XVI reconheceu sua existência, orientando que
aguardasse o momento oportuno para uma possível regularização canônica.

Desenvolvimento posterior da ICAB

Após o falecimento de Dom Carlos em 1961, surgiram disputas internas e
dissidências, cenário semelhante ao observado em várias tradições cristãs ao
longo da história. Apesar disso, a ICAB manteve sua estrutura ligada à
Sucessão Apostólica.
Em 1970, Dom Carlos Duarte Costa foi canonizado pela própria ICAB,
recebendo o título de São Carlos do Brasil.

A ICAB na atualidade

A ICAB é governada por seus bispos reunidos em Concílio Nacional. A atual
presidência está a cargo de:

  • Dom José Carlos Ferreira Lucas, Bispo Coadjutor da Diocese de Brasília e Presidente do Conselho Episcopal.

Atualmente, a Igreja Católica Apostólica Brasileira conta com:

  • 48 bispos;
  • 40 dioceses;

Missões no exterior:

  • Aproximadamente 550 mil fiéis no Brasil (IBGE – Censo 2010).

Ao longo de mais de sete décadas, a ICAB consolidou-se como uma Igreja
brasileira, apostólica, independente e comprometida com a fé cristã, com os
sacramentos e com a defesa da justiça social, permanecendo viva no cenário
religioso nacional